A byproduct of the tomato industry in rations for growing and finishing rabbits


Kavamoto, E.T.; Romeiro, M.M.; Spers, A.; Barbosa, H.P.

Boletim de Industria Animal 27/28: 463-473

1970


For 71 days, during growing and finishing, 8 each of White Flemish Giant and Chinchilla rabbits, male or female, had to appetite one of 4 feeds of maize, soya bean meal, meat meal, minerals and salt with 0, 21, 42 or 63% tomato meal. The first 2 feeds also had wheat meal and the first 3 had lucerne hay. The tomato byproduct had crude protein 21.56, lipid 2.11, fibre 25.98, minerals 8.89, carbohydrate 24.15, Ca 0.66 and P 0.42. All feeds were palatable. Average total weight gains in the groups, order as above, were 1.25, 1.30, 1.18 and 0.95 kg. Feed conversion was best with no tomato or 21% and poorest with 63%. The fourth feed was the cheapest, but feeding costs and carcass yield and price showed that the economic return was greatest with 21 and poorest with 63% tomato.

EMPREGO
1)0
SUBPRODUTO
DA
INDUSTRIALIZAÇÃO
1)0
TOMATE
EM
RAÇÕES
DE
COELHOS
EM
CRESCIMENTO
E
TERMINAÇÃO
("
(Employ
of
the
tomatoes industrialization
by
products
in
growing
and
finishing
rabbits
ration).
E\1
ECO
T.
KAvAmoTo
(2),
1.ktz(;.\
R
IDA
NI.
1:O
\1
El
RO
(2),
ALEKsAN-DRs
SPERS
(
2
)
e
RAcy
P.
\RRosA
SINOPSE
Procurou-s2
através
do
presente
experimento,
verificar
()
aproveita-
mento
do
subproduto
da
industrialização
do
tomate
no
ganho
em
peso,
na
conversão
e
no
custo
da
alimentação
para
coelhos
em
crescimento
e
terminação.
O
delineamento
experimental
foi
de
blocos
ao
acaso
com
quatro
trata-
mentos
A,
U,
C,
e
D
e
quatro
repetições.
Para
tanto
foram
utilizados
8
coelhos
jovens
da
raça
Gigante
de
Flandres
Branco
e
8
da
Chinchila
Grande.
Ao
final
do
estudo,
verificou-se
resultado
significativo
a
favor
do
tratamento
que
recebeu
o
subproduto
da
industrialização
do
tomate
na
proporção
de
21%,
tanto
em
ganho
de
peso
total,
(P<0,01)
ganho
médio
diário
(P<
0,05)
e
também
na
parte
econômica.
Quanto
à
conversão
foi
melhor
para
os
animais
que
receberam
os
tratamentos
:\
e
13,
sendo
o
tratamento
D
o
de
menor
custo.
INTRODUÇÃO
Considera-se
em
termos
médios
que
no
Estado
de
São
Paulo,
a
alimentação
dos
coelhos
representam
cerca
de
75%
do
seu
custo
de
produção.
Desta
maneira,
o
objetivo
é
sempre
através
do
arraçoamento
mais
econômico,
diminuir
o
referido
custo
sem
prejudicar
o
ganho
em
peso
e
conversão
alimentar.
Em
revisão
bibliográfica
sobre
o
assunto,
encontramos
o
traba-
lho
de
LECH
et
alii
(
4,
,
no
qual
estudaram
as
composições
químicas
e
aminoácidos
das
sementes
do
tomate.
Determinaram
os
AA.
que
as
sementes
de
tomate
apresentavam
25,3%
de
proteína,
20%
de
matéria
graxa
e
que
o
valor
nutritivo
da
semente
correspondeu
a
50%
do
valor
nutritivo
do
ovo
da
galinha
.
MAYMONE
&
TIBERIO
)
estudaram
o
valor
nutritivo
do
resíduo
da
(1)
Projeto
1.
Z
.
224
CP.\
1390.
(2)
Da
Seção
de
Cunicultura
da
Divisão
de
Zootecnia
Diversificada.
(3)
1)a
Seção
de
Suinocultura
da
Divisão
de
Zootecnia
Diversificada.
463
Boletim
de
Indústria
Animal
S.P.,
n.s.
27/28
(único)
1970/71
industrialização
do
tomate
em
ensaios
com
ratos
.
Concluiram
que
esse
subproduto
apresentava
proteína
comparável
com
a
de
outras
se-
mentes
oleaginosas
.
KRONKA
et
alii
(a),
utilizaram
o
farelo
de
tomate
para
suínos
em
crescimento
e
terminação
e
verificaram
que
o
ganho
em
peso
total,
diminuiu
à
medida
que
aumenta
a
porcentagem
na
composição
da
ração
.
Concluiram
ainda
eque
os
níveis
de
7,5
e
5,0%
desse
subproduto
da
industrialização
do
tomate,
empregados
na
ração
de
crescimento
e
terminação,
respectivamente,
deram
resultados
que
podem
ser
consi-
derados
satisfatórios
.
Com
relação
à
conversão
alimentar,
os
resul-
tados
acompanharam
os
índices
observados
nos
ganhos
de
peso,
ou
seja
quanto
maior
o
ganho,
melhor
a
conversão
.
Segundo
o
INSTITUTO
BRASILEIRO
DE
GEOGRAFIA
E
ESTATÍSTICA
(
2
),
O
Estado
de
São
Paulo
é
um
dos
maiores
produtores
de
tomate,
e
como
consequência
temos
quantidades
apreciáveis
de
resíduos,
os
quais
po-
derão
ser
utilizados
no
arraçoarnento
de
várias
espécies
animais.
Este
produto
até
a
presente
data,
não
foi
aproveitado
economicamente,
sendo
desprezado
como
resíduo
.
O
presente
experimento
tem
a
finalidade
de
verificar
o
emprego
do
subproduto
do
tomate
para
coelhos
em
crescimento
e
terminação
.
MATERIAL
E
MÊTODOS
O
experimento
foi
conduzido
na
Estação
Experimental
da
Agua
Funda,
em
S.
Paulo
com
duração
de
71
dias
.
Foram
empregados
16
coelhos,
sendo
4
machos
e
4
fêmeas
da
raça
Gigante
de
Flandres
Branco
e
4
machos
e
4
fêmeas
da
raça
Chinchila
Grande
.
No
início
do
experimento
os
animais
receberam
coccidiostático
em
doses
preventivas.
Durante
uma
semana
todos
os
animais
tiveram
uma
ração
básica,
servindo
este
período
como
de
adaptação,
e
o
delineamento
experimen-
tal
adotado
foi
o
de
blocos
casualizados
com
4
tratamentos
e
4
re-
petições
.
As
rações,
em
número
de
quatro
(Quadro
I)
,
foram
administradas
à
vontade,
evitando-se,
contudo,
os
desperdícios,
para
maior
precisão
de
cálculo
final.
A
análise
bromatológica
do
subproduto
do
tomate,
efetuada
na
Es-
tação
Experimental
de
Nova
Odessa,
S.
Paulo,
resultado:
revelou
o
seguinte
Proteína
bruta
21,56
Matéria
graxa
2,11
Matéria
fibrosa
25,98
Matéria
mineral
8,89
H.
de
Carbono
24,15
Cálcio
0,66
Fósforo
0,42
464
Boletim.
de
Indústria
Animal
S.P.,
tr4.
27/28
(único)
1970/7r
QUADRO
I
Rações
utilizadas
no
experimento
(%)
Ingredientes
A
B
C
D
Farelo
de
trigo
42%
21%
Feno
de
Alfafa
21%
21%
21%
Farelo
de
tomate
21%
42%
63%
Quirera
de
milho
24%
24%
24%
24%
Farelo
de
soja
10%
10%
10%
10%
Farinha
de
carne
1%
1%
1%
1%
Sais
minerais
1,5%
1,5%
1,5%
1,5%
Sal
comum
.
0,5%
0,5%
0.5';;:.,
0,5%
Observa-se
que,
pela
análise,
o
subproduto
apresenta
teor
de
pro-
teína
bruta
suficiente
às
exigências
do
animal
nas
diversas
fases
de
seu
desenvolvimento
.
O
teor
de
fibras
é
alto,
entretanto
de
acordo
com
TEMPLETON
(6)
,
AITKEN
&
WILSON
(1)
,
este
problema
é
facilmente
contornado
pelo
fato
dos
coelhos
tolerarem
de
10
a
27%
de
-
fibra
na
alimentação.
Segundo
WILSON
('),
a
fibra
é
menos
solúvel
que
os
açúcares
e
ami-
dos,
porque
os
alimentos
que
contém
porcentagem
muito
alta
em
fibra,
não
são
bem
digeridos
pelo
coelho
jovem.
RESULTADOS
E
DISCUSSÃO
-
O
quadro
II
reune
resultados
obtidos,
no
que
diz
respeito
aos
ga-
nhos
de
peso,
em
71
dias
de
experimento
.
A
análise
de
variância
se
encontra
no
quadro
III.
a)
Ganho
de
peso
total
Pela
análise
da
variância
(Quadro
III)
observou-se
diferença
esta-
tística
significativa
(P<0,01)
entre
os
tratamentos.
As
médias
de
ganho
total
em
kg
e
seus
respectivos
erros
padrões
A
A
foram
em
ordem
decrescente
de
mB
(1,30
J.E.
0,052);
mA
(1,25
±
0,052);
A
A
MC
(1,18
±
0,052)
e
mD
(0,95
±
0,052)
.
465
Boletim
de
Indústria
Animal
S.P.,
n•s.
27/28
(único)
1970/7!
()
tf
ADRO
TI
Ganho
de
peso
total
B
locos
TRATAMENTOS
Totai.-
..
de
Blocos
A
C
D
1,20
1,10
1,05
1,00
4,35
11
1.20
1,30
1,10
0.90
4.50
TTI
1,20
1,40
1,40
0,90
4,90
IV
1,40
1,40
1,20
1,00
5,00
Totais
de
Tratamento
5,00
5,20
4,75
3.80
18,75
-
1édias
1,25
1,30
1,17
0,95
QUADRO
111
Análises
de
variância
dos
ganhos
de
peso
total
Causas
de
Variação
(;.L.
S.Q.
Q.M.
F.
Tratamentos
.
3
0,2880
0,0960
8,80
**
Blocos
3
0,0730
0,0243
2,77
Resíduo
9
0,0989
0,0109
-
Total
15
0,4599
-
-
Coeficiente
de
Variação
=
8,8%.
**
Significativo
com
P<0,01.
Pela
aplicação
do
teste
de
Tukey
(Quadro
IV)
verifica-se
signifi-
cância
estatística
sendo:
A
5%
=
0,2298
A
=
0,3099.
Assim,
A
A
A
mB
>
mD
mas
mB
=
mC
.\
A
A A
mD
<
mB
a
1%
e
que
mA
e
mC
a
5%
.
-
466
-
Boletim
de
Indústria
Animal
S.P.,
n.s.
27/28
(único)
1970/71
OUADRO
IV
A
m:\
=
1,25
A
ni
13
=
1,30
A
mC
=
1,18
A
mD
=
0.95
A
mA
=
1,25
0,05
0,0700
0,300(1
*
A
mB
=
1,30
0,1200
0,3500
**
A
mC
=
1,18
0,2300
*
A
mD
=
0,95
**
Significativo
com
P<0,01.
*
Significativo
com
P<0,05.
Com
relação
ao
ganho
em
peso
total,
observa-se
que,
aumentando
a
porcentagem
de
tomate
na
composição
da
ração,
o
ganho
em
peso
diminui
.
O
menor
ganho
do
tratamento
D,
talvez,
possa
ser
atribuido
não
propriamente
ao
farelo
de
tomate,
mas
sim,
à
ausência
do
feno
de
alfafa
na
sua
composição
.
Sabe-se
que
este
ingrediente
apresenta
características
que
o
tornam
alimento
de
grande
valor
para
o
coelho.
Os
resultados
obtidos
são
semelhantes
aos
de
KRÕNKA•
et
alii
(
3
),
mostrando
que
o
ganho
de
peso
total
diminui
à
medida
que
aumenta
a
porcentagem
do
tomate
na
composição
da
ração
de
suínos.
No
presente
experimento
concluimos
que,
no
arraçoamento
de
coe-
lhos
em
crescimento
e
terminação,
o
nível
mais
apropriado
da
utiliza-
ção
do
tomate,
está
em
torno
de
20
a
40%
.
b)
Ganho
médio
diário
O
ganho
médio
diário
está
representado
no
quadro
V.
A
análise
de
variância
se
encontra
no
quadro
VI.
Pela
análise
de
variância,
houve
efeito
significativo
(P<O,05)
en-
tre
os
tratamentos
.
As
médias
dos
tratamentos,
no
ganho
médio
diário
e
seus
respecti-
vos
erros
padrões
foram,
em
ordem
decrescente
de:
B
(18,2
±
1,13
g);
A
(17,4
±
1,13
g)
;
C
(16,6
±
1,13
g)
e
D
(13,3
±
1,13
g)
.
c)
Conversão
O
quadro
VII
assinala
a
conversão
alimentar
encontrada
nos
dife-
rentes
tratamentos.
467
Boletim
de
Indústria
Animal
S.P.,
n.s.
27/28
(único)
197071
QUADRO
V
Ganho
médio
diário
Blocos
TRATAMENTOS
Totais
de
Blocos
A
B
C
D
I
16,9
15,4
14,7
14,0
61,0
II
16,9
18,3
15,4
12,6
63,2
III
16.9
19,7
19,7
12,()
68,9
IV
19,8
19,7
16»
11.0
69,7
Totais
de
Tratamento
69,8
73,1
66,7
53,2
262,8
Médias
17,4
18,2
16,6
13,3
QUADRO
VI
Análise
de
variância
do
ganho
médio
diário
Causas
de
Variação
G.
L
.
S
.
O
.
Q
.
M
.
„..,_
F.
Tratamentos
3
57,20
19,06
3,71
*
Blocos
3
13,64
4,54
0,8$
Residuc,
9
46,24
5,13
Total
15
117,08
.
Coeficiente
de
Variação
=
13,80%.
*
Significativo
com
P<0,05.
-
468
-
Boletim
de
Indústria
Animal
S.P.,
n.s.
27/28
(único)
197071
QUADRO VII
Conversão
alimentar
Blocos
TRATAMENTOS
Totais
de
Blocos
A
13
C
)
1)
I
9,2083
10,6363
10,8095
10.8500
41,5041
II
9,2083
9,0000
10,3181
12,0555
40,5819
II
I
9,2083
8,3571
8,1071
12,0555
37,7280
IV
7,8928
8,3571
9,4583
10,8500
36,5582
Totais
de
Tratamento
35,5177
36,3505
38,6930
45.8110
156.3722
Médias
8,8794
9,0876
9,6732
11,4527
Pela
análise
de
variância
(Quadro
VIII)
houve
efeito
significativo
(P<0,01)
entre
os
tratamentos.
QUADRO
VIII
Análise
da
variância
da
conversão
Causas
de
G
.
L
S
.
Q
.
O
.
F.
Variação
Tratamentos
3
16,00
5,33
7,10
**
Blocos
3
4,08
1,36
1,8
Resíduo
9
6,75
0.75
Total
15
26,83
Coeficiente
de
variação
=
8,80.
**
Significativo
com
P
<
0,01.
-
469
-
Boletim
de
Indústria
Animal
S.P.,
n.s.
27/28
(único)
1970/7'
Nos
tratamentos,
as
conversões
em
ordem
decrescente
e
seus
res-
pectivos
erros
padrões
foram:
A
A
mD
(11,42
0,43);
m
C
(9,55
±.
0,43);
m
A
B
(9,00
0,43)
A
e
mA
(8,84
±
0,43)
.
Portanto,
à
medida
que
a
porcentagem
de
tomate
aumenta,
a
con-
versão
alimentar
foi
menos
eficiente.
d)
Custo
de
alimentação
O
quadro
IX
reproduz
o
custo
da
alimentação
nos
diversos
tra-
tamentos.
QUADRO
IX
Custo
de
alimentação
Blocos
TRATAMENTOS
Totais
de
Blocos
A
B
C
1
2,71
2,40
2,30
2,22
9,63
II
2,71
2,84
2,41
2,01
9,97
III
2,71
3,06
3,08
2,01
10,86
IV
3,17
3,06
2,64
2,22
11,09
Totais
de
Tratamento
11,30
11,36
10,43
8,46
41,55
Médias
2,82
2,84
2,60
2,11
10,37
QUADRO
X
Análise
de
variância
do
custo
da
alimentação
Causas
de
G.
L
.
S
.
Q
.
Q.M.
F.
Variação
Tratamentos
0,1374
0,0458
8,64
**
Blocos
3
0,0366
0,0122
2,3
Resíduo
9
0,0485
0,0053
Total
15
0,2225
Coeficiente
de
variação
=
2,8%.
**
Significativo
com
P
<
0,01
.
-
470
-
Boletim
de
Indústria
Animal
S.P.,
n•s.
2r/28
(único)
1970/71
Pela
análise
da
variância
(Quadro
X)
houve
efeito
significativo
(P<0,01)
entre
os
tratamentos.
Conclue-se
que
o
custo
mais
econômico
da
alimentação
foi
o
do
tratamento
em
cuja
composição
o
subproduto
do
tomate
participou
em
63%
da
ração.
e)
Análise
econômica
A
análise
econômica
se
encontra
no
quadro
XI.
QUADRO
XI
Análise
econômica
A
13
C
D
1.
Peso
médio
final
2,95
3,02
2,90
2,65
2.
Peso
Médio
Inicial
1,70
1,72
1,71
1,70
3.
Ganho
Médio
Total
1,25
1„30
1,18
0,95
4.
Rendimento/k
60%
em
carcaça
0,750
0,780
0,708
0,570
5.
Valor
receb.
a
Cr$
5,00/kg
de
carcaça
3,75
3,90
3,54
2,85
6.
Valor
recebido
da
pele
a
Cr$
2,50/unidade
2,50
2,50 2,50 2,50
7.
Valor
total
recebido
(5
+
6)
6,25
6,40
6,04
5,35
8.
Custo
da
Ração
2,83
2,84
2,64
2,22
9.
Renda
Bruta
(7-8)
3,42
3,56
3,40
3,13
Pela
análise
econômica
observa-se
que
o
tratamento
cujo
rendi-
mento
proporcionou
maior
lucro
foi
o
B,
diferindo
em
porcentagem
para
A,
C
e
D,
respectivamente
de:
4,09%,
4,7%
e
13,7%
.
Confirmando
resultado
anteriormente
citado,
o
que
proporcio-
nou
menor
lucro
foi
aquele
em
que,
na
composição
da
ração,
a
porcen-
tagem
de
tomate
foi
máxima,
ou
seja
63%
(D).
-
471
-
Boletim
de
Indústria
Animal
S.P.,
n.s.
27/28
(único)
1970/7f
RESUMO
E
CONCLUSÕES
O
presente
trabalho
teve
por
objetivo
verificar
o
emprego
cio
sub-
produto
do
tomate
no
arraçoamento
de
coelhos
em
crescimento
e
ter-
minação.
Decorridos
'71
dias
de
experimento,
onde
foram
usados
8
animais,
da
raça
Gigante
de
Flandres
Branco
e
8
animais
da
raça
Chinchila
Grande,
e
com
delineamento
estatístico
de
blocos
casualizados,
chegou-
se
às
seguintes
conclusões:
1
No
que
diz
respeito
aos
ganhos
de
peso,
houve
diferença
sig-
nificativa
(P<0,01)
entre
os
tratamentos.
2
O
subproduto
da
industrialização
do
tomate
para
proporcio-
nar
resultado
satisfatório
pode
ser
utilizado
na
alimentação
de
coelhos
na
proporção
de
20
a
40%
.
3
Não
se
verificaram
problemas
de
palatabilidade
entre
os
animais.
4
A
conversão
foi
melhor
para
os
animais
que
receberam
os
tratamentos
A
e
B
.
5
A
análise
econômica
mostrou
melhor
resultado
para
os
ani-
mais
que
receberam
21%
de
tomate.
SUMMARY
The
purpose
of
this
study
was
to
verify
the
use
of
tomatoes
by
product
in
growing
and
finishing
rabbits
feeding.
After
71
days
of
experiment,
applied
to
8
animais
of
the
White
Flemish
Giant
breed
and
8
animais
the
Chinchila
breed,
with
experimental
design
in
the
4
randomized
blocks,
4
treatments
(A
10%
tomatoes;
B
21%
tomatoes;
C
42%
tomatoes),
and
following
conclusions
were
reached:
1
In
the
liver
weight
gain,
there
was
a
significant
difference
(P<0,01)
among
the
treatments;
2
The
tomatoes
industrialization
byproducts,
give
satisfactory
results
and
may
used
in
relation
of
20
-
40%
in
the
rabbits
feeding.
3
There
was
no
probiems
of
palatability
among
the
animais
tested.
4
The
feed
conversion
was
better
with
the
animais
receiving
the
treatments
A
and
B.
5
The
economic
analysis
showed
better
results
with
the
animais
receiving
tomatoes
of
21%
.
472
Boletim
de
Indústria
Animal
S.P.,
n•s.
27/28
(único)
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